A Meritocracia como Desculpa
Questiona a meritocracia como narrativa legitimadora da desigualdade, mostrando como privilégios estruturais e barreiras sociais moldam trajetórias no capitalismo.
As narrativas que naturalizam a desigualdade
Questiona a meritocracia como narrativa legitimadora da desigualdade, mostrando como privilégios estruturais e barreiras sociais moldam trajetórias no capitalismo.
Introdução ao conceito de ideologia como lente que naturaliza desigualdades e produz alienação, articulando educação, mídia, religião e instituições sociais.
O conceito de ideologia deixa de ser uma definição escolar quando revela por que a exploração pode aparecer como liberdade. Na rotina dos entregadores de aplicativo, a meritocracia transforma uma relação de dependência em suposto empreendedorismo.
A ideologia do autoengano - 25 de nov. de 2024 - 2 min de leitura
O conceito de ideologia não designa apenas uma mentira que se acredita, mas uma forma material de organizar a vida para que a exploração pareça escolha individual. A figura do entregador empreendedor revela essa operação no capitalismo de plataformas brasileiro.
A meritocracia não descreve uma competição justa: ela transforma privilégios acumulados em mérito individual e converte a precariedade dos trabalhadores em falha moral. No capitalismo de plataforma, essa ideologia protege quem explora e responsabiliza quem é explorado.
As ideologias não vivem apenas em discursos partidários: elas organizam a experiência cotidiana para que a exploração pareça escolha individual. A figura do entregador de aplicativo mostra como o empreendedorismo converte desproteção em promessa de autonomia.
Ideologia não é apenas uma opinião falsa: é o modo pelo qual relações concretas de exploração aparecem como liberdade, mérito e escolha individual. No trabalho por aplicativo brasileiro, essa inversão ganha a forma sedutora do empreendedorismo.
Ideologia não é apenas uma opinião falsa: é a forma social que faz relações de exploração parecerem naturais. O entregador de aplicativo brasileiro revela como a promessa de autonomia encobre a gestão algorítmica e a transferência de riscos ao trabalhador.
Ideologia não é apenas uma opinião falsa: é a forma social que faz a exploração parecer iniciativa individual. No trabalho por aplicativo brasileiro, ela veste o assalariamento precário com a fantasia do empreendedorismo.