Comprar de novo é trabalhar de novo
A obsolescência programada não encerra a vida útil dos objetos apenas para vender mais: ela captura horas de vida de quem precisa trabalhar outra vez para repor o que ainda poderia servir.
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A obsolescência programada não encerra a vida útil dos objetos apenas para vender mais: ela captura horas de vida de quem precisa trabalhar outra vez para repor o que ainda poderia servir.
Ler artigo →As plataformas digitais renovam o velho cercamento capitalista: transformam infraestruturas de circulação, trabalho e visibilidade em propriedade privada e cobram pedágio de quem precisa atravessá-las para viver.
Ler artigo →A vigilância digital transforma o contrato de trabalho em autorização para medir, registrar e disciplinar cada minuto do empregado. Em call centers e no trabalho remoto, o software atualiza o panóptico: dispensa a torre porque faz o trabalh…
Ler artigo →O conceito de neoliberalismo não designa apenas menos Estado, mas uma forma de poder que reorganiza o Estado, o trabalho e os sujeitos para que a concorrência pareça uma lei natural. No Brasil, essa ordem transforma direitos em custos e sob…
Ler artigo →Neoliberalismo não é simples defesa de mercados livres nem ausência de Estado: é um projeto de reorganização do poder capitalista que transforma direitos em mercadorias e trabalhadores em empresas de si mesmos.
Ler artigo →O conceito de subjetividade não descreve uma essência íntima e isolada: revela como desejos, medos e identidades são produzidos em relações sociais. No capitalismo de plataformas, a exploração precisa capturar também a personalidade do trab…
Ler artigo →Alienação no trabalho não é apenas insatisfação profissional: é a separação concreta entre quem produz e aquilo que produz, entre o tempo vivido e o tempo vendido. No capitalismo de plataformas, essa expropriação invade até a linguagem da a…
Ler artigo →A mais-valia não é uma abstração antiga: ela explica por que a tecnologia, a produtividade e a promessa de empreendedorismo ampliam a exploração sem libertar quem trabalha. No capitalismo de plataformas, o roubo aparece como oportunidade.
Ler artigo →Neoliberalismo não designa apenas menos Estado: é a reorganização do Estado, do trabalho e da subjetividade para submeter a vida à concorrência e à rentabilidade. Sua promessa de liberdade produz insegurança, dívida e culpa individual.
Ler artigo →Alienação não é apenas sentir-se distante de si mesmo. No capitalismo, ela nomeia a separação material entre trabalhadores, o que produzem, o modo como produzem e a vida que poderiam conduzir coletivamente.
Ler artigo →Alysson Mascaro permite compreender que o Estado e o direito não são freios externos ao capitalismo, mas formas necessárias de sua reprodução. No Brasil precarizado, essa chave revela a função política da igualdade jurídica e os limites das…
Ler artigo →A alienação não se resume ao uso excessivo de telas ou à falta de consciência individual. Ela é produzida pelas relações capitalistas que separam quem trabalha do que produz, do tempo que vive e da potência de agir coletivamente.
Ler artigo →O exército industrial de reserva não é uma sobra acidental do capitalismo, mas a condição que disciplina quem ainda trabalha. No Brasil das plataformas, do call center e da terceirização, o desemprego organiza a obediência cotidiana.
Ler artigo →A alienação do trabalho não é um mal-estar individual nem uma falha de propósito: é a forma pela qual o capitalismo separa quem trabalha do que produz, do seu tempo e de sua própria vida. Nas plataformas, ela ganha a máscara sedutora da aut…
Ler artigo →O neoliberalismo não diminui o poder: ele reorganiza o Estado, o trabalho e a subjetividade para transformar a exploração em responsabilidade individual. No Brasil, sua promessa de autonomia serve para naturalizar a precariedade e proteger…
Ler artigo →O neofascismo transforma frustração social em ódio organizado e oferece violência, mercado e autoridade como resposta à crise produzida pelo próprio capitalismo. No Brasil, o bolsonarismo deu a essa operação uma forma popular, digital e ins…
Ler artigo →Imperialismo não é apenas a dominação militar de um país por outro: é a forma pela qual o capital organiza mercados, recursos e trabalho em escala mundial. No Brasil, seus efeitos chegam ao salário, à plataforma digital e à dependência polí…
Ler artigo →O imperialismo não se reduz à invasão militar ou à dominação colonial formal: ele estrutura a dependência brasileira por meio da dívida, das plataformas, das cadeias produtivas e do controle tecnológico. Sua face cotidiana aparece no trabal…
Ler artigo →O détournement situa-se contra a propriedade privada dos signos e a passividade do espetáculo. Sua força está em desviar imagens, frases e linguagens dominantes para expor a violência material que elas escondem.
Ler artigo →Preconceito não é apenas uma opinião errada ou uma falha moral individual: é um julgamento antecipado que organiza hierarquias e torna a desigualdade social aceitável. Combatê-lo exige enfrentar as instituições e interesses que o reproduzem…
Ler artigo →Imperialismo não é apenas a invasão de um país por outro, mas a forma pela qual o capital monopolista organiza o mundo para extrair valor, controlar recursos e subordinar povos. No Brasil, essa relação atravessa a dívida, as plataformas, o…
Ler artigo →A definição de fascismo exige mais do que chamar de fascista todo autoritarismo: ela identifica um movimento de massas que mobiliza ressentimento, violência e nacionalismo para salvar a ordem capitalista em crise. No Brasil, isso ilumina o…
Ler artigo →Definir capitalismo exige ir além do mercado e da propriedade privada: trata-se de uma forma histórica de organizar a produção pela exploração do trabalho. No Brasil das plataformas, essa relação aparece com nova linguagem e a mesma violênc…
Ler artigo →Burguesia não é sinônimo de pessoa rica, mas a classe que controla os meios de produção e organiza a exploração do trabalho. No Brasil das plataformas, do agronegócio e das privatizações, essa relação segue estruturando a vida social.
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